“O demônio sempre se infiltra entre os políticos. Então, eles começam a brigar entre si. O poder se transforma em uma questão de orgulho. Não tem mais nada a ver com vivermos juntos e acabarmos com a guerra”
Bob Marley
Louvável
A união entre o secretário da Aleac, deputado Ney Amorim (PT) e o presidente, deputado Élson Santiago (PP) é admirável. Os créditos pela condução do legislativo acreano devem ser divididos entre os dois. Afinal quem assina toda a papelada é o primeiro secretário, no caso, Ney Amorim.
Entenda
Para quem não entende são os dois cargos mais importantes na estrutura administrativa da Aleac. Graças à união entre Ney e Santiago que é possível a Casa andar. Os créditos e os débitos administrativos na condução da atual legislatura devem ser divididos. Em silêncio Ney Amorim trabalha muito mais do que se imagina…
Defesa
Depois das alegações do procurador João Izidro, chefe do Ministério Público Especial, que investiga a verba indenizatória dos deputados estaduais, veio à defesa do líder do Governo, deputado Moisés Diniz (PC do B): “Nós temos uma das cinco assembleias mais baratas do Brasil”.
Questão sutil
Uma pergunta que não quer calar ao deputado Moisés Diniz: “Nós também somos um dos cinco estados mais ricos do Brasil?”
Orçamento
Segundo informações publicadas no site agazeta.net o orçamento da Aleac é de R$ 142 milhões. É preciso saber também quanto é o orçamento dos estados de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Depois é fazer a famosa regra de três entre o executivo e o legislativo.
Diferença
Por exemplo, Minas Gerais tem mais de 800 municípios. O Acre tem apenas 22. A Aleac recebe mais que o dobro de verbas que o segundo maior município do Acre, Cruzeiro do Sul.
Defesa II
Outra argumentação publicada na imprensa em defesa dos deputados estaduais: Comparar com as verbas indenizatórias do Senado, da Câmara dos Deputados, do Executivo e do Judiciário. Com a palavra a nossa bancada federal…
Pesquisa
A Aleac deveria fazer uma pesquisa urgente junto à opinião pública do Acre. Dependendo do resultado deveria mudar a sua direção antes que seja tarde demais…
Mais perguntas ao MP
É legal um órgão público fazer uma licitação e ganhar a empresa de um parente de primeiro grau do seu gestor? Vou antecipar a resposta: Pode ser até ser legal, mas não é moralmente correto.
O sonho do Senado
Recebo a informação que o deputado federal Sibá Machado (PT) articula-se para ser o candidato da FPA ao Senado, em 2014. Como base no Juruá o deputado federal Thaumaturgo Lima (PT) e o estadual Jonas Lima (PT). Se a informação for verídica é um time forte…
Descolado
Por outro lado, cresce a possibilidade do deputado federal Gladson Cameli (PP) ficar neutro na eleição de Cruzeiro do Sul. Gladson é amigo de bancada de Henrique Afonso (PT) e também tem ajudado muito o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB).
Estratégia
Se o PP optar pela neutralidade Gladson ficará livre da rejeição de administradores municipais do Juruá. Trabalhará com a proposta de uma via alternativa para o Senado Federal em 2014.
Murro em ponta de faca
E não adianta os partidos de oposição desejarem indicar o candidato a vice na chapa à reeleição de Vagner Sales. O prego está batido com a ponta virada com o nome de Mazinho Santiago (PMDB).
Unidade?
Falar em unidade das oposições em 2012 já está virando piada. É impossível harmonizar os interesses políticos diversos nos 22 municípios acreanos. Os líderes oposicionistas que insistem nessa tecla estão só estão se desgastando porque isso não vai acontecer…
Democracia
A democracia pressupõe diversidade. Mesmo a unidade da FPA é questionável. O fato de ter apenas um candidato em cada um dos municípios acreanos não significa que internamente todos estejam satisfeitos…
Pluralidade
A diversidade no pensar é que garante a manutenção do sistema democrático. Eleição é tempo de debate de ideias, uma oportunidade que a população tem de mudar o que não correto de dois em dois anos…
Unificação
Aliás, a Reforma Política no Congresso Nacional empacou novamente. Já passou da hora de unificar as eleições no Brasil. Assim quem quer ser prefeito se candidata a prefeito e não a deputado federal. Quem quer ser senador não vai disputar uma eleição municipal. Da maneira que a coisa está a cada dois anos os eleitores compram gato por lebre. Votam num para um determinado cargo que logo já tem novas ambições políticas…